01.02.2010
Nordeste produz um arroz rico em proteínas e vitaminas.
A pesquisa com o arroz-vermelho no Brasil começou a partir da década de 1990. A cultivar é rica em proteínas, sais minerais e vitamina B1. O arroz-vermelho, que chegou ao Brasil no século XVI, pela Bahia, vindo da Ásia, é cultivado basicamente na zona central do semiárido. Paraíba é o maior produtor de arroz-vermelho, seguido de perto pelo Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará, Bahia e Minas Gerais. O plantio é feito durante a estação chuvosa, nos baixos alagados. A mão-de-obra familiar é a mais usada pelos produtores no cultivo, o que contribui para baixar os custos.
Nas mesas de casas e de restaurantes do interior, o arroz-vermelho é presença obrigatória. Na Paraíba, ele, juntamente com o queijo coalho e o feijão-caupi, dá origem ao arrubacão, um dos pratos mais apreciados da região. Na Bahia, o prato típico dos municípios da Chapada Diamantina é o arroz-de-garimpeiro, que é preparado com carne de sol, legumes e o próprio arroz-vermelho. No sul do Ceará, acredita-se que o consumo dele aumenta a produção de leite das mulheres após o parto. Em outros municípios nordestinos o caldo do arroz-vermelho é usado na alimentação de crianças para o controle de diarréias.
A Embrapa Meio-Norte, com sede em Teresina e a Embrapa Arroz e Feijão, localizada em Santo Antônio de Goiás, concentram os estudos sobre o arroz. No Piauí, é desenvolvimento um projeto de melhoramento genético buscando resgatar, conservar e gerar novas variedades. Em Goiás, o trabalho é de análise de fibras, carboidratos, proteína e micronutrientes, como ferro e zinco.
Fonte: www.agrolink.com.br
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