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  19.06.2009
Pesquisadores testam novos cruzamentos entre caprinos e ovinos.

Os trabalhos de melhoramento genético estão sendo desenvolvidos pelos pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos, de Sobral, no Ceará. Os experimentos envolvem o cruzamento de matrizes Sem Raça Definidas (SRD) nativas do Pantanal com reprodutores SRD, Texel e Santa Inês, visando estabelecer os desempenhos dos animais para a produção de carne.

A pesquisa verificou que os cruzamentos apresentaram resultados bem satisfatórios. A raça Santa Inês é típica da região Nordeste e a Textel é importada da Holanda, mas ambas já são bastante comuns no Brasil. Dos cruzamentos da ovelha do Pantanal com reprodutores as raças Santa Inês e Texel nasceram cordeiros pesados, grandes e animais fortes e saudáveis, bastante resistentes e menos susceptíveis à mortalidade até a desmama. Os cordeiros dos dois cruzamentos obtiveram, durante o período aproximado de 64 dias em confinamento, ganho de peso satisfatório e atingiram em média o peso de 32 quilos de peso vivo.

O pesquisador da Embrapa Caprinos, Fernando Alvarenga, observa ainda que a qualidade da carcaça de animais resultantes do cruzamento com reprodutores da raça Santa Inês atende às exigências do mercado e o pelo é de boa qualidade para a industria coureira. Já do cruzamento das ovelhas pantaneiras com reprodutores Texel, resultou animais com uma carne levemente gordurosa e uma pele de excelente qualidade para trabalhos artesanais, notadamente os destinados às montarias.

A ovinocultura é um tipo de criação que vem se expandindo com muita rapidez nas mais variadas regiões do país. Com isso, espera-se possibilitar maior geração de renda aos produtores, notadamente o segmento da agricultura familiar, a partir da comercialização de carne e pele.

Fonte: redação nordeste rural

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